domingo, 1 de maio de 2011

USOS E COSTUMES

Relembrando velhos costumes passados à história…

A Quaresma

Passado o Carnaval, em que com mais ou menos fantasia se dava “ar à pluma”, seguia-se a Quaresma que era tempo de recolhimento até Sábado de Aleluia pelas 10h00 da manhã, período com várias restrições incluindo a ingestão de carne (salvo se fosse paga a bula à paróquia) e os bailes também ficavam suspensos.
A juventude usava “Enganchar”, rapariga e rapaz enlaçavam os dedos mindinhos das suas mãos direitas recitando a ladainha: “Pelas almas rezaremos e quem por elas não rezar ao inferno vai parar!”
Posto isto todos os dias, quando se encontravam, o que primeiro se apercebia mandava rezar o outro e “ficava por cima” como se dizia. À medida que a Quaresma ia chegando ao fim o período de mandar rezar deixava de ser diário até que a partir da Sexta-feira Santa era “esconder e mandar”. Quem ficava por cima ganhava direito a receber as amêndoas. Os enganchados ficavam compadres e não raras vezes acabavam namorados e até casados.
Quando dificilmente se descortinava quem tinha sido o primeiro a mandar rezar, era frequente surgir o desabafo: “Reza tu que eu já rezei, vai às… (urtigas) que já te mandei!”.
Entretanto havia a missa do Domingo de Ramos em que os jovens compareciam com ramos de oliveira às costas enfeitados à semelhança dos ramitos das Quintas-feiras da Espiga.

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