quinta-feira, 15 de julho de 2010

FACTOS

A CARÊNCIA DE ELECTRICIDADE


A Ponte de Mucela só tardiamente teve electricidade, e, mesmo assim, sobre a pressão dos Caetaninho e Octávio que para além de terem exercido as suas influências em Arganil encabeçaram um peditório que na altura ascendeu a cerca de 30 contos para comparticipação local.


Até aí as bebidas eram refrescadas num poço onde se mergulhava uma caixa de cerveja devidamente municiada. O poço lá está agora neutralizado.

Naquele tempo, principalmente de Inverno, as conversas à fogueira eram atractivo para quem não queria deitar-se com as galinhas.

Por vezes as cartas eram jogadas a espumoso, pago pelos perdedores e quando as coisas aqueciam surgiam novas soluções: recordo-me de ver abrir meia caixa (de lata) de palitos la reine tirar-lhe os papéis de embalagem apimentar os palitos e verter espumoso até ficar uma papa depois comida à colher!

A Ponte de Mucela muito hospitaleira sempre primou por ajudar quem necessitava. Na Venda, como na altura se chamava ao Café, fazia se questão de proporcionar alimentação a qualquer a qualquer hora, chegando-se a reabrir o estabelecimento já pela noite dentro. Octávio proprietário da Venda, de mão leve gostava de dizer que da Ponte de Mucela ninguém saía com vontade de comer, jogar as cartas ou levar porrada!

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