segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Por mais que queiramos o Jornal de Arganil não dá notícias sobre a Ponte de Mucela. Nem sequer na notícia do todo-o-terreno que por lá passou, e de que publicou uma óptima fotografia com concorrentes atravessando a ponte sobre o Alva, julgou oportuno referir o nome da dita.


No entanto publica muitas notícias de grande interesse como a que se segue sobre o Zé-do-Boné:



Muito se tem dito sobre as reconhecidas virtudes de Pedroto, mas pelos vistos foi omitida uma virtude que não terá sido das menos eficazes!



Assim escreveu Neves e Sousa no DIÁRIO DE LISBOA:

“HOMEM AVANÇADO NO TEMPO

Pouca gente soube que o saudoso José Maria Pedroto esteve a um pequeno passo de ser treinador do Sporting quando João Rocha era presidente do clube de Alvalade. Tudo estava acertado, pormenor por pormenor, até à mais ínfima partícula de um documento que vinculava as duas partes, pelo menos durante uma temporada futebolística. Porém no dia em que estava aprazada a assinatura dos papelinhos, Pedroto travou o gesto e, subitamente, disse para o “leader”: verde-branco:

- Esqueci-me de lhe lembrar, mas falta aqui uma cláusula. Está tudo certo, tanto em relação aos meus prémios como aos meus vencimentos, o caso apartamento e do carro às ordens, tudo muito bem. Mas o senhor presidente esqueceu-se do que eu lhe tinha dito logo no primeiro encontro: só vou para um clube que dê garantia de contar com os árbitros. (O sublinhado é meu).

- Como? (indagou João Rocha, nessa altura ainda pouco habituado a saber o que era certa fatia da arbitragem). «Não percebo…»

Pedroto meteu a caneta na algibeira levantou-se e apenas disse: «quinze mil são para mim mas para os árbitros são precisos outros tantos (O sublinhado é meu).

Caso contrário o Sporting só ganha o campeonato lá para o fim do século…»

O contrato acabou por não ser assinado. Pedroto Para outra latitude mais compreensiva. O Sporting continua a ver navios.”



Mais tarde, No JORNAL DE ARGANIL e sob o título AINDA HAVERÁ DÚVIDAS? Armando Duarte Galvão escreveu:



«E qual terá sido esse rumo? Está mesmo a ver-se não está?

Pedroto como treinador do Futebol Clube do Porto. era por vezes polémico, usando a ironia, o sarcasmo, para denegrir os adversários. Pelos vistos seria o par prefeito de Pinto da Costa, porque as qualidades de ambos parece que coincidiam literalmente. Dizem os entendidos que «foi o técnico mais importante e emblemático da história do Futebol Clube do Porto, conseguindo, primeiro leva-lo no final dos anos 70 ao título após 19 anos de jejum, e depois criar as bases que levaram a colectividade à mais poderosa do futebol nacional nas duas últimas décadas do século XX»

Pois, pois… Criar as bases, e, a seguir, como imaculada bola de neve sempre a rolar e a aumentar, ganhar riqueza, ganhar capacidade financeira para comprar «tudo», ganhar títulos, ganhar prestígio, enfim ganhar tudo o que fosse possível para ser «a colectividade mais poderosa do futebol nacional nas duas últimas décadas do século XX» - custasse o que custasse!...

Enfim!... « O apito dourado» de hoje será apenas um ínfimo reflexo do que terá sido a mentira futebolística de ontem – um ontem que se vem propagando para lá das duas últimas décadas do século XX!...

Claro que eu não vi nada, não sei nada, não confirmo nada, mas … ainda haverá duvidas?...





Depois das transcrições supra aproveito para sugerir que depois dos pitos e dos apitos que por aí soaram sem quaisquer consequências visíveis, o pedido apito vermelho passe a ter todas as cores do arco-íris!...

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