quinta-feira, 15 de julho de 2010

FIGURAS

FILIPE


Cantoneiro na E.N. 17, vivia na Igreja Nova e era pessoa muito estimada devido ao seu bom feitio. Calmo e colaborante tinha bom relacionamento geral e familiar. Todavia em determinada noite à lareira, após desentendimento inesperado a mulher deu-lhe uma bofetada. Sem mais aquelas o Filipe pegou um cavaco e partiu um braço à mulher. No dia seguinte levou a Poiares para tratamento. Ao pagamento propôs-se pagar a dobrar, alegando que já ficava para a próxima!


È pertença de um seu filho a melhor vivenda da Igreja Nova.

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FRANCISCO CUNHA


De Mucela, imigrou para o Brasil ainda novo, onde construiu um empório dando a mão a muitos dos seus colaboradores, alguns dos quais também chegaram alto. Nunca esqueceu a sua origem modesta, vindo a Portugal com frequência.


Gostava muito de jogar a sueca, gosto que satisfazia na Ponte de Mucela com os amigos Caetaninho, Octávio e Álvaro.

Construiu um “arranha-céus” em Mucela, no qual acrescentou, à última da hora, um andar para poder ver a Ponte de Mucela!

Seu irmão Amadeu, felizmente ainda vivo, grande empresário no Rio de Janeiro, com casa e Mucela, por vezes também aparecia para uma cartada.

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JOAQUIM FERREIRA


Também conhecido por Joaquim Moleiro que foi durante muitos anos. Na rotina das voltas que dava à sua freguesia gostava de dormir a sua soneca, já que a sua mula conhecia bem a rota.


Em determinada altura foi interpelado pela polícia de trânsito que o convidou a soprar o dispositivo determinante da percentagem de álcool no sangue. Negou-se alegando que a mula é que é que deveria ser testada, pois ele dormira toda a viagem!

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ANTÓNIO COIMBRA


Também conhecido por António Marinheiro, boa figura e simpático, imigrou para Moçambique ainda novo onde viria a falecer de acidente, deixando muitas saudades. Intrépido, divertia-se descendo, de bicicleta e de joelhos sobre o selim, o muro do chafariz próximo de Mucelão.

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MÃE SOLTEIRA


Hoje condição programada e naturalmente aceite pela sociedade, aqui há cem anos era situação embaraçosa.


A Joaquina, com a barriga a crescer e interpelada, dizia às pessoas que era um bicho procurando tapar o Sol com uma peneira!!!

Nasceu na altura própria, de seu nome Francisco da Fonseca, logo alcunhado de Bicho. Não era muito viciado no trabalho, mas era prestável, gostava de beber o seu copo que aperitava com malagueta, sempre que possível.

Foi concorrente do Zé Pequeno, já nosso conhecido, a fazer recados, mas especialista em “dar as voltas”. Naquele tempo não havia agências de viagens… Sem regresso! Era preciso “dar as voltas”, expressão que englobava todas as acções a desenvolver antes dos funerais (registo civil, certidão de óbito, combinação do funeral com o padre, a irmandade e o coveiro).

O Francisco da Fonseca foi ainda o cabo de ordens local (representante do regedor).

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PADRE FRANCISCO LOPES DA COSTA


Nascido na Ponte de Mucela à volta da década de 1870, filho do fiscal das Obras Públicas José Lopes da Costa, um dos responsáveis pelo troço da EN 17 (troço este que passa pela Ponte de Mucela, atravessando a actual ponte - a primeira ponte, a jusante da actual, foi iniciada em 1298 por ordem do tesoureiro de D. Dinis, Pedro Salgado, e viria a ser boicotada em 1810 para dificultar a debandada dos franceses)


O Padre Lopes da Costa exerceu o sacerdócio em Antanhol onde deixou um vasto espólio que está a ser objecto de estudo com vista à edição de um livro ligado às actividades do Mosteiro de Antanhol, no qual teve um papel muito activo.

Exerceu também sacerdócio nas Paróquias da Igreja Nova e Moita da Serra, de onde foi transportado para a Ponte de Mucela em estado comatoso, possível consequência de um AVC. Veio a falecer na Ponte de Mucela por volta do ano 1941.

O Padre Costa, de boa figura, espirituoso e de geral simpatia, gostava de jogar cartas (“Oh cá! Oh cá!” dizia quando apanhava as vasas ganhas). Também gostava do seu copito, chegando por vezes a um alegrete, que chegou a causar dissabores.

Em dada altura, o Bispo de Coimbra tirou-lhe a missa. O Padre Costa foi ao mercado de Coimbra, comprou um cesto, encheu-o de sardinhas e conseguiu ser recebido pelo bispo que elegeu para o honrar como seu primeiro cliente na actividade que ia iniciar! O bispo devolveu-lhe a missa.

Sofria muito dos calos e o Caetaninho, já nosso conhecido e seu amigo, gostava de o acirrar, pisando-lhos por vezes. Tinha a mão leve e agredia imediatamente quem lhe parecia ter sido o agressor. O Caetaninho fugia do seu alcance e o Sr. Padre agredia quem estivesse mais à mão! Ficou célebre o diálogo: “Oh Padre Costa!”- disse o Barreirinhas da Portela, e aquele verificando o logro respondeu: “Já nem Santo António te a tira!”

O Doutor Costa Gaito (?), que vivia a uns bons quilómetros a Nascente da Ponte de Mucela, após jogatana animada e troca de palavras azedas, agrediu o Padre Costa, que se propunha ripostar. Os companheiros evitaram e o agressor saiu fininho. No dia seguinte, o nosso Doutor voltou à Ponte de Mucela, mas não teve tempo de abrir a boca, já que o Padre Costa, perguntando-lhe se estava satisfeito com a atitude da véspera e sem lhe deixar dar resposta, pegou-lhe pelo “cu das calças” e pela gola do casaco, propondo-se deitá-lo ao Alva que levava uma grande cheia. Por sorte, alguns dos companheiros da véspera conseguiram evitar o pior.

Voltaremos logo que tivermos novas informações sobre o Padre Costa.

domingo, 25 de abril de 2010

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Padre Eduardo Augusto Rodrigues

Parece aconselhável referenciar também o irmão José Augusto Ramos Rodrigues, tanto mais atendendo à actual baixa natalidade, que tanto preocupa quem se dedica ao estudo dos graves problemas daí resultantes.

Pai de 59 filhos (ambicionava o “moio” mas a morte surpreendeu o) sendo 28 dos casamentos e 31 bastardos.

Quando enviuvou o irmão aconselhou o a procurar uma mulher de 40 anos que o ajudasse a criar os filhos, respondeu lhe que arranjaria 2 de 20 pois preferia ouvir crianças a chorar a velhas a gemer!

Quando da sua morte aos 83 anos o filho mais novo tinha 3 meses e os seus descendentes ascendiam a 191!

Bom seria que este exemplo pudesse contribuir para o aumento da prolificação, em termos mais contidos naturalmente!